REPÚDIO: ARTICULAÇÃO PARA ENTREGAR PARTICIPAÇÃO DO BANCO DO BRASIL A BANCO DOS EUA

0 26

A possibilidade de participação do banco norte-americano Bank of America no capital do Banco do Brasil (BB), atribuída a aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) em reportagem publicada pelo Relatório Reservado nesta quinta-feira (22), acende um alerta sobre o futuro de uma das instituições financeiras mais importantes do país.

Segundo a publicação, Eduardo Bolsonaro estaria mantendo conversas com interlocutores do governo dos Estados Unidos sobre uma possível operação que permitiria ao Bank of America adquirir uma participação relevante no BB, com influência sobre decisões estratégicas e a administração da instituição. A proposta poderia avançar sem que a União necessariamente perdesse o controle acionário do banco.

Para o movimento sindical, qualquer iniciativa nessa direção representa uma ameaça que precisa ser enfrentada desde já. O Banco do Brasil pertence aos brasileiros e deve continuar a serviço dos interesses nacionais, e não ser transformado em instrumento de interesses privados estrangeiros.

Uma ameaça à soberania nacional

De acordo com o Relatório Reservado, a possível associação permitiria ao Bank of America participar da estrutura societária do BB e exercer influência sobre suas decisões, inclusive por meio de assentos no conselho de administração. A reportagem afirma que as conversas ainda estariam em fase de articulação e que existem obstáculos societários a serem superados. Até o momento, não há confirmação de um acordo fechado.

A eventual operação também teria uma dimensão geopolítica. Segundo a publicação, a aproximação entre as instituições seria vista por aliados de Flávio Bolsonaro como uma forma de estreitar relações econômicas com os Estados Unidos.

Histórico de propostas de associação com banco norte-americano

A reportagem relembra que a possibilidade de associação entre o Banco do Brasil e o Bank of America já havia sido levantada por Paulo Guedes, ministro da Economia durante o governo Jair Bolsonaro. Em 2018 e 2019, Guedes mencionou a hipótese de uma fusão ou associação entre as duas instituições.

O texto também cita Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que teria admitido, em setembro, a possibilidade de privatização do Banco do Brasil durante um evento empresarial.

Segundo o Relatório Reservado, uma associação com o banco norte-americano seria considerada por integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro uma alternativa à privatização integral, pois permitiria a entrada de capital privado estrangeiro sem necessariamente retirar da União o controle acionário.

Atualmente, a União detém 50% mais uma ação do Banco do Brasil, o que lhe assegura o controle da instituição. Uma eventual operação precisaria considerar a estrutura societária do banco e as regras aplicáveis à manutenção desse controle.

Fonte: Contraf

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.