Em nove meses, R$ 37,3 bilhões de lucro. Este é o resultado do Itaú este ano, enquanto milhares de bancários perdem o emprego e centenas de unidades deixam de atender a população. O balanço do terceiro trimestre, analisado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), revela que o banco eliminou 3.259 postos de trabalho e fechou 334 agências no Brasil em apenas 12 meses.
Entre julho e setembro, o lucro líquido recorrente chegou a R$ 12,617 bilhões, crescimento de 1,7% em relação ao trimestre anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido no Brasil alcançou 25,4% entre janeiro e setembro. Na Bahia e em Sergipe, o processo de fechamento também avança: 14 agências já foram encerradas e outras duas têm fechamento previsto até dezembro de 2026.
A realidade é que não falta dinheiro nos cofres do Itaú. O que falta é compromisso com quem constrói esses resultados diariamente e com a população que depende do atendimento bancário. Em nome de uma política de redução de custos, o banco amplia os lucros, corta empregos e precariza o acesso aos serviços.
A conta desta lucratividade não pode continuar sendo paga pelos trabalhadores e clientes enquanto os grandes resultados ficam concentrados nas mãos dos acionistas.
Fonte: SBBA