LUCRO RECORDE, BANCÁRIOS DESCARTÁVEIS: A CRUEL ENGRENAGEM DO BRADESCO

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O Bradesco de Itabuna demitiu hoje, mais uma bancária (agente de negócios). Enquanto pais e mães de família perdem seus empregos, o banco ostenta uma saúde financeira invejável: apenas no primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido recorrente atingiu a impressionante marca de R$ 6,811 bilhões — um salto de 16,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse abismo moral prova que o plano de reestruturação do banco não visa a eficiência, mas sim a maximização desenfreada do lucro às custas do descarte sistemático de seus cempregados.

O massacre nos postos de trabalho é comprovado por números alarmantes. Somente nos primeiros três meses de 2026, o Bradesco eliminou 1.747 vagas, sendo 1.728 correspondentes a bancários. Se expandirmos o olhar para um período de 12 meses, o saldo é ainda mais devastador, com a extinção de 3.017 postos de trabalho e o fechamento de 346 agências físicas. O banco encolhe sua estrutura e reduz seu quadro de funcionários de forma agressiva, ignorando que por trás de cada estatística de corte existe um trabalhador que dedicou sua força de trabalho ao crescimento da empresa.

Para os funcionários que conseguem manter o emprego, a realidade interna é de puro terror psicológico. Sobreviver no Bradesco hoje significa ser submetido a uma cobrança abusiva e diária por metas inatingíveis, uma pressão desumana que atua como gatilho para o adoecimento em massa da categoria. Síndrome de Burnout, depressão, crises de ansiedade e pânico tornaram-se rotina nos bastidores das agências, sobrecarregadas pelo acúmulo de funções gerado pelas próprias demissões. O sindicato segue em ritmo de denúncia e resistência contra esse modelo de gestão adoecedor, que suga a saúde do trabalhador e o descarta no momento em que ele mais precisa de amparo.

 

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