Em meio às negociações da campanha salarial, a expressividade do lucro do Santander, de R$ 6,802 bilhões no primeiro semestre deste ano. O cenário mostra que banco, um dos mais poderosos do país, pode atender as reivindicações sociais e econômicas dos funcionários.
Enquanto a lucratividade cresce, a estrutura física e humana encolhe. Em junho passado, a holding Santander contava com 47.327 empregados. Foram fechados 6.591 postos de trabalho em 12 meses. Do total, 2.334 eliminados no primeiro semestre.
Em contrapartida, a base de clientes aumentou em 3,5 milhões em relação a junho de 2025, somando 72,3 milhões. Apesar de a clientela ter subido, os pontos de atendimento reduziram, com o fechamento de 178 agências e 179 PABs (Postos de Atendimento Bancário).
Enquanto as receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias tiveram elevação de 4,5% em relação e totalizaram R$ 10,949 bilhões, as despesas de pessoal mais a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) caíram 2,5% no período, somando R$ 6,122 bilhões. Os dados evidenciam uma incoerência do Santander, que explora para lucrar mais e não valoriza os trabalhadores e clientes.
Fonte: SBBA