Não é novidade que o avanço acelerado da Inteligência Artificial provoca impactos na sociedade, mas agora passa a repercutir também entre os profissionais responsáveis por desenvolver e testar a tecnologia. Funcionários de empresas e instituições de pesquisa relatam estresse, síndrome de burnout e preocupação diante dos possíveis riscos dos sistemas que ajudam a criar.
No Reino Unido, funcionários do AISI (AI Security Institute), referência em testes de segurança de modelos avançados de IA, teriam sido afastados por estresse e recebido acompanhamento psicológico. Segundo relatos, prazos apertados, pressão para testar novos modelos e a preocupação com a rápida evolução da tecnologia contribuíram para o desgaste das equipes.
Problemas semelhantes foram relatados por funcionários de empresas como Anthropic, OpenAI e Google DeepMind. Alguns pesquisadores também deixaram estas companhias por discordarem do ritmo de desenvolvimento ou por considerarem que determinados sistemas não estavam suficientemente seguros para chegar ao público.
O desgaste ocorre justamente quando aumentam os alertas sobre os riscos da IA. Pesquisadores ligados ao setor passaram a defender maior cautela e coordenação internacional. Um deles chegou a estimar em mais de 10% a possibilidade de a Inteligência Artificial provocar a extinção da humanidade.
Fonte: SBBA