A Bahia está incluída na primeira fase do plano do SUS (Sistema Único de Saúde) para ampliar o acesso ao tratamento contra o câncer. A iniciativa prevê nove medicamentos para 13 indicações clínicas em 20 centros especializados, com expectativa de beneficiar mais de 116 mil pacientes. O Ministério da Saúde também projeta incorporar outros 14 medicamentos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas de tratamento disponíveis na rede pública. É o reflexo de um governo comprometido em garantir que a chance de tratamento não dependa da renda de cada pessoa.
O avanço evidencia a disputa entre dois projetos de país. Enquanto o governo Lula amplia o acesso à saúde pública, a família Bolsonaro defende uma agenda ultraliberal que privilegia o mercado e questiona o papel do Estado na garantia de direitos sociais. Durante o governo de Jair Bolsonaro, os ataques à credibilidade das vacinas e os conflitos na condução da pandemia expuseram os riscos de uma política que negligencia a proteção coletiva. Nos Estados Unidos, frequentemente citado como referência pela extrema direita brasileira, os altos custos dos cuidados médicos deixam milhões de pessoas vulneráveis diante de doenças e tratamentos caros.
Para a população mais pobre, essa diferença não é apenas ideológica: pode definir quem consegue tratamento e quem fica sem assistência. A saúde não pode ser privilégio de quem tem dinheiro, nem a vida pode ficar subordinada ao lucro. Fortalecer o SUS é enfrentar as desigualdades e defender um projeto de democracia social no qual o direito à vida esteja acima dos interesses do mercado.
Fonte: SBBA