A NR-1, norma que passou a incluir os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), e o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) integram a lista de assuntos debatidos pela COE (Comissão de Organização dos Empregados) e o Bradesco. Os sindicatos devem agir como fiscalizador da efetividade do programa e o banco precisa cumprir integralmente as regras.
A representação dos bancários também tratou da indenização adicional e da recolocação profissional. Durante reunião, na última quinta-feira (29/11), o Bradesco informou que tem tratado dos temas e que deve marcar uma nova data para debatê-las.
Em relação ao PPR (Programa de Participação nos Resultados), o banco propôs incluir mais 980 trabalhadores, com pagamento previsto para fevereiro de 2027. Serão contemplados empregados das áreas de agro, cartões, crédito imobiliário, consignado, produtos pessoa física e pessoa jurídica.
Os representantes da COE da Bahia e Sergipe, Ronaldo Ornelas e José Venas, que estiveram na reunião, ressaltaram que o programa deve atender a todo o corpo funcional, afinal é quem é responsável pelos resultados. Isto, inclusive é uma reivindicação antiga do movimento sindical.
O pagamento considera 90% do cumprimento de metas e 10% de avaliação qualitativa. As regras para bancárias em licença-maternidade permanecem. A proposta deve ser submetida à assembleia.
Na reunião, o banco apresentou ainda proposta de acordo de banco de horas semestral. A compensação seria de uma hora por uma hora de segunda a sexta-feira; uma hora e meia para cada hora trabalhada aos sábados e domingos; duas horas para cada hora trabalhada nos feriados.
Quando não houver compensação das horas, o pagamento seguirá as regras previstas na legislação e nos instrumentos coletivos aplicáveis.
A COE, no entanto, reivindica mudanças na proposta de forma que o trabalho aos domingos tenha a mesma compensação dos feriados e cobra mecanismos para impedir abusos das chefias. Além disto, enfatizou que a compensação precisa ser acordada com o trabalhador e que os sindicatos devem poder fiscalizar o cumprimento das regras.
Entre as pretensões do banco está a substituição de forma gradual a homologação presencial pelo formato digital, mantendo a participação dos sindicatos no processo. Não há oposição, mas a COE ressaltou que é preciso preservar as características do atendimento presencial.
No que trata das eleições das Cipas (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes), o voto em papel também será substituído pelo eletrônico. Sindicatos e candidatos poderão acompanhar a votação, inclusive aqueles que estiverem em home office no dia do processo eleitoral.
Fonte: SBBA