BANCOS PÚBLICOS: O CRIME DA PRIVATIZAÇÃO

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Privatizar uma empresa pública não significa apenas trocar o nome do acionista que aparece no controle da companhia. Na realidade, muda também a finalidade. A diferença é fundamental para entender o que está em jogo quando o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, ultraliberal raivoso, afirma que pretende privatizar 95% das estatais.

O vídeo que recupera a declaração, dada em evento promovido pelo BTG Pactual, circula nas redes sociais desde a vitória do candidato no primeiro turno das eleições gerais e preocupa não apenas os bancários, mas o conjunto da sociedade. Afinal, não se trata de apenas um discurso para investidores. No programa de governo, Flávio Bolsonaro, que já prometeu a Trump entregar as terras raras brasileiras para os Estados
Unidos, defende formalmente a retomada do Programa Nacional de Desestatização, traduzindo, das privatizações lesa-pátria.

Portanto, o receio é real e causa prejuízo a toda nação. Diferente da uma empresa privada, que precisa ser eficiente, competitiva e gerar retorno aos acionistas, uma empresa pública tem de proporcionar bem-estar para a população, dar bons resultados, ser eficiente, sustentável e gerir políticas fundamentais ao desenvolvimento, com a execução de programas de alcance público como habitacionais, administração de benefícios sociais, financiamento da agricultura familiar, saneamento e infraestrutura.
Isto não significa que uma empresa pública deva dispensar a busca por resultados. Mas, resultado, para o

Estado, não pode ser sinônimo apenas de lucro. Às vezes, o retorno está em uma família que consegue comprar a primeira casa. Em uma pequena empresa que mantém os empregos durante uma crise. Em um agricultor que consegue financiar a próxima safra.

Fonte: SBBA

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