ECONOMIA DE R$ 6,5 BILHÕES PARA AS FAMÍLIAS APÓS O FIM DAS BETS

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A medida provisória que pôs fim ao mercado das bets no Brasil, assinada pelo presidente Lula no dia 25 de setembro deste ano, reteve entre R$ 6 bilhões e R$ 6,5 bilhões até 05 de outubro, apenas dez dias após a interrupção do fluxo. Segundo o Banco Central, os R$ 650 milhões direcionados, diariamente, às plataformas de apostas online agora permanecem com as famílias brasileiras.

A Medida Provisória proíbe a exploração, oferta, intermediação e a publicidade de apostas em todo o território nacional. Um dia após a publicação da medida, os 188 sites de bets em funcionamento no Brasil saíram do ar e, agora, nenhuma outra empresa do ramo está habilitada a operar no país. Para que se torne lei, o texto da MP precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Ontem (07/10), foi dia de encerramento dos prazos estabelecido para que as plataformas de apostas informem às instituições financeiras o saldo restante de cada usuário, que deverá ser restituído entre sexta-feira (09/10) e próxima quarta-feira (14/10). A Secretaria de Prêmios e Apostas estima que R$ 1,325 bilhão ainda devem ser devolvidos para aproximadamente 26,5 milhões de pessoas. A Caixa Econômica deverá intermediar os pagamentos em casos de problemas técnicos nas plataformas.

Além de intensificarem o combate às operações clandestinas, com apoio da Anatel e dos órgãos de segurança, que já solicitaram a remoção de milhares de perfis em redes sociais e o bloqueio de mais de 13 mil endereços virtuais, as autoridades financeiras identificaram uma alta concentração dos recursos retidos, nos quais apenas 1% dos apostadores detém 80% do saldo pendente, enquanto 3,4% concentram 90% do montante. Aqueles com valores atípicos superiores a R$ 500 mil passarão por análise de potenciais irregularidades.

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