Os golpes que imitam bancos, lojas e instituições conhecidas estão cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar. Criminosos utilizam dados pessoais verdadeiros das vítimas, como nome, CPF, agência bancária e até informações sobre compras recentes, para conquistar a confiança dos clientes.
Segundo a pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, do Cetic.br, cerca de 45 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais já relataram tentativas de fraude envolvendo dados pessoais, e 20% afirmam ter sido vítimas efetivas. Os aplicativos de mensagens aparecem como principal canal das abordagens, citados por 84% dos entrevistados que sofreram tentativas.
Uma das práticas mais preocupantes é o golpe do falso gerente de banco. O criminoso entra em contato por telefone ou mensagem, se apresenta como funcionário da instituição e demonstra conhecer informações bancárias e pessoais do cliente.
Com o argumento de que identificou uma movimentação suspeita ou uma tentativa de fraude na conta, orienta a vítima a realizar uma transferência para uma suposta “conta segura”, fornecer senhas, compartilhar códigos de autenticação ou instalar aplicativos de acesso remoto.
É claro que o cliente precisa se atentar. Mas, a segurança das informações também precisa ser uma responsabilidade das instituições financeiras. Os bancos devem investir continuamente na proteção dos dados dos clientes, no monitoramento de possíveis vazamentos, na prevenção de fraudes e na comunicação clara sobre os procedimentos oficiais de atendimento.
Fonte: SBBA